
Boric pede fim do bloqueio 'criminoso' contra Cuba e confirma envio de ajuda humanitária

O presidente do Chile, Gabriel Boric, afirmou nesta quinta-feira (12) que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba é "criminoso" e constitui "um atentado aos direitos humanos de todo um povo".
Em publicação na plataforma X, o chefe de Estado chileno declarou que a medida, intensificada nas últimas semanas, tem agravado a situação da população cubana. "Pode-se ter divergências com Cuba, mas nada justifica o dano que está sendo causado a crianças e cidadãos inocentes", escreveu.

Boric acrescentou ainda que, por meio do Fundo Chile contra a Fome e a Pobreza da Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, o país fará uma contribuição à UNICEF, em conjunto com outras nações latino-americanas, com o objetivo de mitigar os impactos humanitários.
O presidente também reiterou o apelo pelo fim do bloqueio, classificando-o como "inumano" e lembrando que a medida já foi alvo de reiteradas críticas na Assembleia Geral da ONU, que em diversas ocasiões solicitou sua revogação.
Horas antes, o chanceler do Chile, Alberto van Klaveren, confirmou o envio de ajuda humanitária a Cuba por meio de um fundo especial da chancelaria e via agências da ONU, detalhando que o aporte terá caráter "absolutamente humanitário", em linha com o anúncio prévio de Boric.
A iniciativa chilena ocorre após o envio de ajuda do governo do México, liderado por Claudia Sheinbaum, cujos navios da Marinha chegaram às costas cubanas com assistência humanitária, e diante da possibilidade de coordenação entre países latino-americanos.
O contexto é marcado pela intensificação das pressões do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou impor sanções a países que forneçam petróleo a Cuba, enquanto Sheinbaum se ofereceu para mediar um diálogo diplomático entre Washington e Havana.
