
Governo Milei denunciará manifestantes em protestos contra reforma trabalhista

O governo da Argentina anunciou que apresentará uma denúncia contra os manifestantes que geraram incidentes na quarta-feira (11), durante mobilização em frente ao Congresso. O ato foi convocado por organizações sindicais e políticas em rejeição ao projeto de reforma trabalhista que estava sendo discutido no Senado. Houve pelo menos 37 presos e cerca de 40 detidos para averiguação, segundo a imprensa local.

A ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, anunciou em uma publicação na rede X que "os violentos" que atacaram as forças de segurança "serão identificados".
"Estamos guardando todas as imagens e já solicitamos à Justiça as autorizações necessárias para avançar com as identificações individuais", afirmou, classificando os manifestantes como "dezenas de integrantes de grupos de esquerda que atuaram de forma organizada, com violência premeditada e armamento caseiro para agredir nosso pessoal e gerar caos". Por fim, advertiu que os participantes dos atos "vão pagar" e "enfrentarão todo o peso da lei".
Segundo o portal argentino TN, o ministério não descarta incluir na denúncia as agremiações que organizaram a mobilização. Por isso, as áreas jurídicas da pasta avançarão com a tipificação dos fatos relacionados ao uso de artefatos incendiários e aos danos causados na via pública.
Son delincuentes.Nuevamente el congreso y la plaza de congreso es campo de batalla.No respetan lo que eligieron los argentinos 2023 y en el 2025 pic.twitter.com/DlMoKtJ0Nl
— Guillermo Carvalho (@Guillecarvalhoo) February 12, 2026
Os incidentes mais graves ocorreram durante a tarde, quando os manifestantes enfrentaram as forças de segurança que haviam montado um cerco em torno do Congresso, em cumprimento ao chamado protocolo "antipiquetes".
Incidentes frente al Congreso durante la marcha contra la reforma laboral.@todonoticiaspic.twitter.com/wPx73zQnsE
— Sucede News (@SucedeNews) February 11, 2026
De acordo com as informações, houve danos significativos na infraestrutura, com quebra de paralelepípedos das ruas, incêndio de lixeiras e arremesso de objetos contundentes. Em resposta, os efetivos utilizaram gás lacrimogêneo e dispararam balas de borracha. Durante o dia, foram realizadas pelo menos 37 prisões, enquanto cerca de 40 pessoas foram detidas temporariamente.
"Acabou o tempo de quem usa a violência e o terror para pressionar", escreveu Monteoliva em outra publicação na rede X. "Na Argentina de hoje, grupos violentos e extorsivos não têm lugar. Se fazem, pagam", alertou.
Custo dos reparos
O Governo da Cidade de Buenos Aires anunciou que as reformas na via pública exigirão um investimento de 270 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 1 milhão).
"Por um lado, foi implementado um esquema especial de limpeza urbana, enquanto, por outro, manifestantes quebraram calçadas, vandalizaram ruas e danificaram o gramado e o mobiliário urbano", detalhou o comunicado. As tarefas também incluirão a remoção de pichações e a nova demarcação das faixas de pedestres.
🔷 Disturbios frente al CongresoManifestantes arrojaron bengalas y piedras contra el cordón policial.📌 En +Info por LN+ pic.twitter.com/bZbhCGnx59
— La Nación Más (@lanacionmas) February 11, 2026
Reforma trabalhista aprovada
A proposta de reforma trabalhista impulsionada pelo governo de Javier Milei foi aprovada no Senado durante a madrugada desta quinta-feira, com 42 votos a favor e 30 contra. Para que se torne lei, ainda resta a votação na Câmara dos Deputados, que iniciará as discussões na próxima semana.
