
Israel formaliza adesão ao Conselho da Paz durante visita aos Estados Unidos

O governo de Israel oficializou sua entrada no Conselho da Paz idealizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. De acordo com o comunicado oficial, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu assinou, na quarta-feira (11), o documento na Blair House, em Washington, na presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

O primeiro-ministro publicou em seu perfil do X que a formalização da adesão ocorreu antes de encontro com Trump.
A formalização ocorre em meio a críticas do secretário-geral da ONU, António Guterres, que questionou a legitimidade do conselho. Guterres afirmou que a iniciativa ignora resoluções das Nações Unidas e pode fragmentar o sistema de governança global voltado para conflitos.
Impasse diplomático
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva também cobrou mudanças na estrutura do conselho. Em telefonema a Trump, Lula condicionou o apoio do Brasil à garantia de um assento para a Palestina e ao compromisso com a solução de dois Estados.
O objetivo do conselho é coordenar a "fase dois" do cessar-fogo na Faixa de Gaza, focando em investimentos de infraestrutura financiados por aliados regionais. A proposta visa afastar a influência do Hamas e estabelecer uma nova administração para o enclave palestino.
Com a formalização de Israel, o conselho ganha base para iniciar operações, mesmo sem o consenso da União Europeia. O modelo prioriza a supervisão direta de Washington e de parceiros estratégicos em detrimento das estruturas tradicionais de ajuda humanitária.
