
Republicanos pedem multa e prisão para Bad Bunny por apresentação no Super Bowl

Nos Estados Unidos, congressistas do Partido Republicano criticaram a a apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, solicitando sanções não apenas contra ele, mas também contra a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) e a NBC, canal que transmitiu o evento.
O membro da Câmara dos Representantes Randy Fine pediu à Comissão Federal de Comunicações (FCC) que multasse e prendesse o artista, cujo show ele classificou como "repugnante" e "ilegal" por, supostamente, usar linguagem imprópria.
Em sua conta no X, o congressista publicou a tradução para o inglês da música "Safaera", que contém palavras como "fuck", que não podem ser usadas na televisão aberta.

"Se ele tivesse dito essas palavras, e todas as outras obscenidades repugnantes e pornográficas em inglês na televisão ao vivo, a transmissão teria sido suspensa e as multas teriam sido enormes", disse Fine, que, no entanto, não levou em consideração que nos shows os cantores evitam essas palavras e Bad Bunny não foi exceção.
Apesar disso, o republicano disse que enviariam uma carta ao presidente da FCC, Brendan Carr, para "solicitar medidas drásticas, incluindo multas e revisão das licenças de transmissão contra a NFL, a NBC e Bad Bunny". "Prendam-os", conclui sua mensagem.
Fine foi apoiado pelo deputado Andy Ogles, que solicitou ao Comitê de Energia e Comércio do Congresso uma investigação contra a NFL e a NBC por "facilitar essa transmissão indecente".
"As crianças foram forçadas a assistir a cenas explícitas de atos sexuais gays, mulheres rebolando provocativamente e Bad Bunny agarrando sua virilha sem pudor enquanto se esfregava no ar", argumentou, considerando que a música do artista porto-riquenho "glorifica a sodomia e outras depravações indizíveis".
