Toffoli e Vorcaro: o que se sabe até agora a partir das investigações da PF sobre o caso Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, divulgou nota nesta quinta-feira (12) para negar qualquer proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmar que não recebeu pagamentos dele ou de seu cunhado Fabiano Zettel. A informação foi publicada pela Veja.
Toffoli afirma que integra o quadro societário da Maridt, sociedade anônima de capital fechado, registrada em nome de seus irmãos. Até fevereiro de 2025, a empresa integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, proprietária de resort no Paraná que teria recebido mais de R$ 450 mil do Judiciário entre 2022 e 2025, conforme divulgado em janeiro.
O ministro esclarece em sua nota que, conforme a Lei Orgânica da Magistratura, não atuava na administração da empresa e apenas recebia dividendos.
A empresa posteriormente vendeu suas cotas ao fundo Arllen, associado à rede de Vorcaro, e a alienação final do saldo remanescente ocorreu em 21 de fevereiro de 2025, de acordo com o ministro.
Relação com Vorcaro
O ministro reforça que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro". Ele acrescenta ainda que nunca soube quem era o gestor do fundo Arllen, destacando que não houve nenhum vínculo pessoal ou financeiro com os responsáveis pelo fundo.
Toffoli detalha que todos os atos e informações relacionados à Maridt e seus sócios "estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição".
Pedido de afastamento
A ONG Transparência Internacional defendeu na quarta-feira (11) em suas redes sociais o afastamento imediato de Toffoli das investigações, para que "corram sem risco de mais interferências".
A publicação ocorreu após a Folha de S.Paulo divulgar reportagem sobre a investigação da Polícia Federal, que apura possíveis pagamentos feitos pela Maridt Participações, empresa e cita conversas do ministro com Daniel Vorcaro.
Com base nessas suspeitas, a PF enviou documentos ao presidente do STF, Edson Fachin, que abriu procedimento interno para avaliar a suspeição de Toffoli na condução do inquérito sobre o Banco Master.

