
Kremlin comenta possíveis remessas de petróleo para Cuba

A Rússia está em contato com Cuba a respeito do envio de petróleo para a ilha, em meio ao endurecimento do embargo dos EUA contra o país, que já dura mais de meio século, afirmou o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, nesta quinta-feira (12).
Questionado sobre planos de Moscou para o fornecimento de apoio energético a Cuba, Peskov enfatizou que é "óbvio" que não se pode discutir publicamente tais assuntos em detalhes, "por razões compreensíveis".
"Posso apenas reiterar que temos estado em contato com nossos amigos cubanos ao longo destes dias e temos discutido opções para ajudá-los", acrescentou.
O porta-voz afirmou ainda que a Rússia não deseja uma escalada das tensões nas relações com os EUA, mas observou que as relações comerciais com Washington já são praticamente inexistentes. Ele enfatizou que Moscou está comprometida em manter um diálogo construtivo e resolver todas as questões sobre o assunto.

A Embaixada da Rússia em Havana informou nesta quinta-feira que Moscou está preparando um carregamento de petróleo e derivados para Cuba como ajuda humanitária.
As ameaças de Trump a Cuba
Enquanto a Rússia negocia com Cuba possíveis formas de apoio para contornar o bloqueio, o cenário político se acirra com as medidas recentes de Washington.
A emergência de Trump: Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos assinou ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária representada por Cuba à segurança americana". O texto afirma que Havana mantém alinhamento com "países hostis" e abriga grupos como Hamas e Hezbollah.
A posição de Cuba: o presidente Miguel Díaz-Canel reagiu, afirmando que a medida expõe a "natureza fascista e genocida" do atual governo dos EUA. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, enfatizou que o cenário atual "é difícil e exigirá grandes sacrifícios" do país.
O apoio Russo: Moscou reiterou disposição de oferecer apoio material e político, criticando a "inaceitabilidade" da pressão econômica e do bloqueio energético, que, segundo o governo russo, agravam a crise humanitária na ilha.
