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'Bloqueio energético': Moscou denuncia pressão dos EUA contra Cuba

O bloqueio imposto pelos EUA a Cuba já dura várias décadas e a situação chegou a um "ponto absurdo", denunciou Maria Zakharova.
'Bloqueio energético': Moscou denuncia pressão dos EUA contra CubaAP / Ramon Espinosa

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou as pressões exercidas pelo governo dos EUA contra Cuba como um "bloqueio energético", durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (12).

Zakharova denunciou que "as medidas sem precedentes tomadas pelos EUA para bloquear o fornecimento de energia a Cuba, ou seja, um bloqueio energético que inclui o combustível de aviação", causaram "uma situação muito grave" que também afeta os voos das companhias aéreas russas.

"Acreditamos que as ações de forças externas visando agravar a crise energética em Cuba, incluindo a interrupção das comunicações aéreas com a ilha, pretendem, entre outras coisas, provocar descontentamento entre a população local e os estrangeiros que sofrem com os transtornos nesse contexto", declarou.

Zakharova lembrou que os EUA mantêm o bloqueio contra Cuba há várias décadas. "Agora, essa situação simplesmente chegou a um ponto absurdo, porque eles estão atacando justamente aquelas pessoas que alegavam 'proteger' por tantos anos, falando em direitos humanos", criticou.

A Embaixada da Rússia em Havana declarou na quarta-feira (11) que Moscou está preparando um carregamento de petróleo e derivados para Cuba como ajuda humanitária.

As ameaças de Trump a Cuba

Enquanto a Rússia negocia com Cuba possíveis formas de apoio para contornar o bloqueio, o cenário político se acirra com as medidas recentes de Washington.

  • A emergência de Trump: Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos assinou ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária representada por Cuba à segurança americana". O texto afirma que Havana mantém alinhamento com "países hostis" e abriga grupos como Hamas e Hezbollah.

  • A posição de Cuba: o presidente Miguel Díaz-Canel reagiu, afirmando que a medida expõe a "natureza fascista e genocida" do atual governo dos EUA.

  • O apoio Russo: Moscou reiterou disposição de oferecer apoio material e político, criticando a "inaceitabilidade" da pressão econômica e do bloqueio energético, que, segundo o governo russo, agravam a crise humanitária na ilha.