O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Arnulfo Sánchez, anunciou nesta quarta-feira (11) que instruiu a cúpula das Forças Militares e da Polícia Nacional da Colômbia a ativar e fortalecer suas capacidades de inteligência e contrainteligência para proteger o presidente Gustavo Petro.
"Nada pode nem deve acontecer ao Presidente da República da Colômbia", escreveu ele na rede social X, onde classificou a segurança presidencial como um assunto de Estado.
Articulação internacional e judicial
Segundo detalhou o ministro, as informações coletadas serão avaliadas em uma Junta de Inteligência Conjunta para, em articulação com a Interpol e organismos internacionais com os quais existem convênios de cooperação, "antecipar, identificar e neutralizar qualquer ameaça" contra o presidente.
Além disso, os dados serão encaminhados à Procuradoria-Geral da Nação (Fiscalía) com o objetivo de identificar e processar judicialmente os responsáveis por eventuais ameaças, afirmou o funcionário de alto escalão.
Presidente em risco
O pronunciamento ocorreu logo após Petro denunciar publicamente um suposto plano para assassiná-lo e sabotar seu encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, ocorrido no último dia 3 de fevereiro.
Nesta terça-feira (10), o mandatário colombiano assegurou que tentaram introduzir "substâncias psicoativas" em seu veículo oficial e que houve manobras que colocaram sua vida em risco durante um pouso noturno. Até o momento, não há confirmação oficial da Procuradoria sobre essas acusações.