O ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, Miguel Ángel Pérez Pirela, negou nesta quarta-feira (11) que Caracas tenha enviado seu primeiro carregamento de petróleo bruto a Israel após anos de suspensão, como havia afirmado a agência Bloomberg na terça-feira (10).
"'Fake'" (notícia falsa, em tradução livre), escreveu Pirela em suas redes sociais. Na publicação, adicionou uma captura de tela da notícia divulgada pela agência norte-americana, que afirmou, citando "fontes familiarizadas com o assunto", que o carregamento seria entregue ao Bazan Group, uma companhia israelense de petróleo.
Como argumento para a falta de dados verificáveis, a Bloomberg se amparou na opacidade em torno das compras de petróleo bruto de Tel Aviv, pontuando que não é incomum que petroleiros desapareçam dos sistemas de rastreamento digital ao se aproximarem dos portos israelenses.
Para reforçar a justificativa, a matéria afirmou que o Ministério de Energia de Israel se recusou a divulgar de quais países a nação compra petróleo.
Relações entre Caracas e Tel Aviv
Em 2009, a Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel depois que forças israelenses atacaram uma flotilha multinacional que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.
Anteriormente, com o presidente Hugo Chávez no poder (1999-2013), Caracas estabeleceu vínculos com a Autoridade Nacional Palestina, apoiou a solução de dois Estados e reconheceu a Palestina como Estado independente.
Seu sucessor, Nicolás Maduro, manteve a política de distanciamento de Israel. Após os eventos de 7 de outubro de 2023, repudiou duramente tanto os bombardeios das tropas israelenses contra civis em Gaza quanto a colonização de territórios e as políticas discriminatórias contra os palestinos na Cisjordânia ocupada.