
Presidente encarregada da Venezuela se reúne com secretário de Energia dos EUA

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebeu nesta quarta-feira (11) no Palácio de Miraflores o secretário de Energia dos Estados Unidos, Christopher Wright, informou nas redes sociais o ministro de Comunicação e Informação venezuelano, Miguel Ángel Pérez Pirela.
Segundo Pirela, "o objetivo desse encontro é revisar uma agenda energética benéfica para ambas as nações, no quadro da soberania energética da nação bolivariana e das relações históricas bilaterais".
No dia anterior, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC, na sigla em inglês) anunciou a entrada em vigor de novas licenças que permitem ao Estado venezuelano acessar bens, tecnologia e serviços relacionados à produção e distribuição de petróleo, sem que isso implique a eliminação do marco geral de sanções imposto pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos há cerca de uma década. As autorizações estipulam que os pagamentos decorrentes dessas operações serão supervisionados por Washington.
Interesse real
Wright é o primeiro alto representante do governo Trump a visitar Caracas desde as operações militares dos Estados Unidos no país e a subsequente decisão de reabilitar os laços diplomáticos, interrompidos desde 2019. Naquele ano, a Casa Branca deixou de reconhecer o governo de Nicolás Maduro e apoiou um governo interino liderado pelo então deputado Juan Guaidó.
Antes mesmo de quaisquer ações militares, o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou abertamente interesse em que companhias norte-americanas assumissem o controle do petróleo venezuelano, alegando falsamente que este havia sido roubado de Washington. Após os ataques, Trump afirmou que seu governo permaneceria à frente da indústria petrolífera venezuelana por tempo indefinido.

Rodríguez, por sua vez, negou essa versão, assegurando que a Venezuela — detentora das maiores reservas de petróleo do mundo — define sua política energética sem interferências externas.
Logo depois, Rodríguez apresentou à Assembleia Nacional um projeto de reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, com o objetivo de incorporar ao ordenamento jurídico formas comerciais exitosas que já haviam sido implementadas sob a égide da Lei Antibloqueio, criada para contornar cercos comerciais e financeiros norte-americanos. Após debates legislativos e consultas públicas, a proposta foi aprovada por unanimidade no Parlamento.
