O governo do Chile está avaliando o envio de ajuda humanitária a Cuba, seguindo o exemplo do México, diante da intensificação do bloqueio dos EUA contra a ilha. O anúncio foi feito pela equipe do presidente Gabriel Boric, nesta quarta-feira (11).
"O México está enviando ajuda e isso me parece muito positivo e necessário. Nós estamos nesse processo de avaliação, em função dos recursos que estiverem disponíveis e das necessidades concretas de ajuda", disse a porta-voz do governo chileno, Camila Vallejo, em entrevista à Radio ADN.
A funcionária destacou que o governo liderado por Boric "sempre esteve disposto a ajudar, por razões humanitárias, povos que precisaram devido a situações de guerra, invasões ou inclusive, neste caso, bloqueio econômico, que afetam, no fim das contas, não o sistema político ou quem dirige os sistemas políticos desses governos, mas sim as pessoas".
O Partido Comunista, legenda que faz parte da coalizão governista no Chile, convocou o apoio a Cuba, convidando a "redobrar a solidariedade política e material" com a ilha.
Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos assinou ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária representada por Cuba à segurança americana". O texto afirma que Havana mantém alinhamento com "países hostis" e abriga grupos como Hamas e Hezbollah.
O presidente Miguel Díaz-Canel reagiu, afirmando que a medida expõe a "natureza fascista e genocida" do atual governo dos EUA.
A Rússia também se posicionou, reiterando a disposição de oferecer apoio material e político e criticando a "inaceitabilidade" da pressão econômica e do bloqueio energético, que, segundo Moscou, agravam a crise humanitária na ilha.