O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou nesta quarta-feira (11) que Bruxelas e Kiev declararam guerra à Hungria. Seus comentários surgem em meio a relatos de que a União Europeia (UE) está buscando oferecer à Ucrânia uma forma de "adesão simplificada" ao bloco, apesar da oposição de certos Estados-membros.
"Este novo plano é uma declaração de guerra aberta contra a Hungria. Eles desrespeitam a decisão do povo húngaro e estão determinados a remover o governo húngaro por todos os meios necessários", escreveu Orban em seu perfil do X.
Entenda:
Segundo o portal Politico, autoridades da UE querem flexibilizar os critérios de admissão e oferecer a Kiev privilégios limitados em uma proposta de adesão agendada para 2027.Orbán se posiciona como o principal obstáculo à controversa medida.
Ele pediu que os apoiadores se mobilizem em prol de seu partido, Fidesz, antes das eleições parlamentares de abril em meio aos rumores de que ele deve ser removido nas próximas eleições da Hungria, seja por pressão estrangeira ou por possível interferência da UE nas eleições húngaras.
O regime de Kiev busca prosseguir com a adesão à UE já no próximo ano, como parte de um acordo de paz mediado pelos EUA com a Rússia. Embora Vladimir Zelensky tenha rejeitado publicamente uma adesão de "segunda classe", o portal Politico relata que autoridades ucranianas expressaram interesse em particular.
Zelensky atacou Orbán repetidamente por se recusar a apoiar Kiev, sugerindo que ele é "pró-Rússia". No mês passado, no Fórum Econômico Mundial, o líder do regime ucraniano chegou a afirmar que o premiê húngaro deveria levar um "tapa" por supostamente trair os interesses da UE. Orbán classificou tais declarações como interferência eleitoral.