
Presidente do México desafia Trump e envia segundo navio com ajuda para Cuba

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou nesta quarta-feira (11) que enviará o segundo carregamento de ajuda humanitária a Cuba.
No domingo (8), o México despachou dois navios da Marinha, partindo do porto de Veracruz, com 814 toneladas de alimentos e itens básicos.
"Chegam amanhã, o navio retorna e será feito um segundo envio, e assim continuaremos enviando [mais ajuda]", afirmou a Sheinbaum em entrevista coletiva, ao responder se o primeiro carregamento já havia chegado à ilha.

A presidente disse ainda que, nas próximas remessas, poderão ser incluídos produtos arrecadados por organizações da sociedade civil mexicana para apoiar a população cubana diante da emergência humanitária em razão do endurecimento do bloqueio dos EUA, que agora impede outros países de fornecer petróleo.
"Se puderem entregá-los [os mantimentos], também serão enviados", declarou, acrescentando que o governo fará contato com os grupos para coordenar a iniciativa.
Ela explicou também que voos comerciais entre México e Cuba seguem operando porque as aeronaves são abastecidas em território mexicano. O governo cubano havia informado nesta semana que, por falta de combustível, não poderia mais reabastecer aviões que chegassem ao país.
As ameaças de Trump a Cuba
Enquanto a Rússia negocia com Cuba possíveis formas de apoio para contornar o bloqueio, o cenário político se acirra com as medidas recentes de Washington.
A emergência de Trump: Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos assinou ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária representada por Cuba à segurança americana". O texto afirma que Havana mantém alinhamento com "países hostis" e abriga grupos como Hamas e Hezbollah.
A posição de Cuba: o presidente Miguel Díaz-Canel reagiu, afirmando que a medida expõe a "natureza fascista e genocida" do atual governo dos EUA.
O apoio Russo: Moscou reiterou disposição de oferecer apoio material e político e criticou a "inaceitabilidade" da pressão econômica e do bloqueio energético, que, segundo o governo russo, agravam a crise humanitária na ilha.
