O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que, após a expiração do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START III), Moscou continuará respeitando as restrições estipuladas no acordo desde que os EUA também as cumpram.
A iniciativa do presidente Vladimir Putin de manter as restrições previstas foi apresentada a Washington, que, por sua vez, não deu nenhuma resposta oficial, observou o chanceler em relatório apresentado nesta quarta-feira (11) em sessão plenária da Duma Estatal (Câmara Baixa do Parlamento russo).
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Lavrov classificou como "complicada" a situação da estabilidade estratégica, "cuja deterioração muitos europeus russofóbicos atribuem infundadamente à Rússia".
"Partimos do princípio de que esta restrição da parte russa, anunciada pelo presidente, se mantém, mas apenas enquanto os EUA não ultrapassarem os limites estipulados", acrescentou o ministro.
Em 5 de fevereiro, expirou o Tratado de Redução de Armas Estratégicas, conhecido como "START III" ou "Novo START". O acordo era o último instrumento bilateral em vigor para limitar os arsenais nucleares da Rússia e dos Estados Unidos.
Esta é a primeira vez desde os anos 1970, quando Moscou e Washington firmaram os acordos SALT, que as duas maiores potências nucleares ficaram sem um tratado de controle de armas, encerrando uma arquitetura diplomática construída ao longo de décadas.