O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu procedimento para analisar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, no âmbito da investigação sobre a morte do Cão Orelha, ocorrida em 5 de janeiro, informou o g1 na terça-feira (10).
Além da apuração administrativa, o órgão informou que protocolou na Justiça um pedido de diligências complementares no caso. Entre as medidas solicitadas está, "caso seja considerada viável", a exumação do animal para a realização de nova perícia.
Procurado pela NSC, Ulisses Gabriel disse que não recebeu nenhuma notificação formal sobre o procedimento.
"Eu não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação", declarou.
Segundo o Ministério Público, o objetivo é verificar se houve eventual abuso de autoridade, violação de sigilo funcional ou ato de improbidade administrativa.
O foco está no possível vazamento de informação que deveria permanecer sob reserva, com potencial de gerar benefício indevido por acesso privilegiado ou risco à segurança da sociedade e do Estado.