O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, detalhou à RT qual seria a estratégia de retaliação do país persa em caso de uma agressão de Washington.
"Atacaríamos os EUA e as instalações dos Estados Unidos, tudo o que eles têm na nossa vizinhança", explicou. No entanto, admitiu que não deseja abordar tal cenário.
"Não quero expressar algo que não gosto que aconteça. Sou um homem da diplomacia. Sou um homem do diálogo. Sou um homem da negociação e todos me conhecem", afirmou.
"Meu país, nossas Forças Armadas, estão totalmente preparados para qualquer eventualidade, mas minha preferência é pela diplomacia", reiterou.
Contatos indiretos
No início de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou uma intervenção militar, inicialmente citando protestos internos no Irã e, depois, os programas nuclear e de mísseis do país.
Na sexta-feira (6), delegações do Irã e EUA realizaram, em Mascate, Omã, a primeira rodada de contatos indiretos sobre a questão nuclear. As conversas ocorreram separadamente, com Araghchi e Witkoff dialogando por intermédio do chanceler omaní, Badr bin Hamad Al Busaidi.
Após o encontro, Trump afirmou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Enquanto isso, Araghchi descreveu o ambiente como "positivo" e confirmou a manutenção do canal de diálogo, reiterando que Teerã responderá a qualquer "erro estratégico" dos Estados Unidos.