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Irã aponta ‘catástrofe humana’ e cita projeto pró-Israel em arquivos de Epstein

Governo iraniano também classifica crimes como “aterrorizantes”, levanta suspeitas sobre impunidade e afirma que escândalo revela crise profunda de governança nos países ocidentais.
Irã aponta ‘catástrofe humana’ e cita projeto pró-Israel em arquivos de EpsteinGettyimages.ru / Stephanie Keith

O caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein "faz parte de um projeto para promover os objetivos da política externa de Israel", afirmou nesta terça-feira (10) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.

"Há inúmeros relatos de que Israel e alguns países utilizam esses casos para promover seus objetivos políticos, o que reforça a suspeita de que toda essa história tenha sido um projeto para impulsionar os propósitos políticos de certas partes, em particular do regime sionista", declarou o porta-voz.

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Nesse contexto, Baghaei apontou que existe "uma crise profunda na governança de muitos países ocidentais, devido ao envolvimento de muitos altos funcionários nesse caso de corrupção".

"Trata-se de um assunto penal e, é claro, surge a questão de como é que ainda não foi aberto nenhum processo penal e judicial, e talvez tenha sido aberto e nós não saibamos", afirmou Baghaei, antes de classificar os crimes cometidos como "aterrorizantes".

"É uma catástrofe humana e civilizacional que não pode ser subestimada, e não podemos fingir que se trata apenas de uma questão relacionada aos Estados Unidos, uma ilha e uma pessoa que foi a causadora desses crimes, porque feriu os sentimentos humanos em todo o mundo e, de certa forma, deve ser considerado um crime contra a humanidade", concluiu.