Notícias

País africano desmantela rede de pedofilia liderada por francês

O grupo treinava meninos e os forçava a atos sexuais desprotegidos com homens, a maioria dos quais era soropositiva, afirmaram investigadores senegaleses.
País africano desmantela rede de pedofilia liderada por francêsRedes sociais / Polícia Nacional do Senegal

A polícia senegalesa prendeu 14 pessoas e desmantelou o que as autoridades da nação da África Ocidental descreveram como uma rede transnacional de pedofilia, liderada por um cidadão francês identificado como Pierre Robert. A informação foi divulgada em um comunicado emitido em uma rede social, na segunda-feira (9).

A polícia informou que os suspeitos, todos de nacionalidade senegalesa, foram apresentados na sexta-feira (6) ao Tribunal de Grande Instância na capital, Dakar, sob acusações que incluem pedofilia organizada, cafetinagem, estupro de vulneráveis menores de 15 anos, sodomia e transmissão intencional de HIV/AIDS.

De acordo com a Divisão de Investigações Criminais, os membros do "grupo criminoso", que atua pelo menos desde 2017, operam entre a França e o Senegal.

O grupo "especializava-se no chamado 'treinamento sexual' para meninos", forçando-os a atos sexuais desprotegidos com homens, "a maioria dos quais é soropositiva", e filmava os encontros, disseram os investigadores. Eles operavam "sob as instruções de seu líder, o cidadão francês Pierre Robert, preso em abril de 2025 em Beauvais [França]", acrescentou o comunicado.

Diz-se que quatro dos acusados atuavam como "treinadores sexuais" e admitiram ter realizado os abusos em troca de transferências de dinheiro feitas por Robert.

As prisões ocorreram após batidas coordenadas nas residências dos suspeitos em Dakar e na cidade de Kaolack, a cerca de 200 km a sudeste da capital. A polícia senegalesa afirmou que a operação foi realizada em cooperação com as autoridades francesas.

Não ficou claro quantas crianças foram vítimas. As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o papel do suspeito francês, além das prisões anteriores efetuadas por investigadores franceses.

O Senegal possui leis rigorosas contra o abuso sexual de crianças, com penas de prisão que variam de cinco a dez anos para crimes envolvendo menores de 16 anos. No entanto, a Human Rights Watch afirmou em um relatório de 2018 que os mecanismos de fiscalização e as investigações não são realizados de forma consistente para levar os perpetradores à Justiça.

Após as prisões mais recentes, a polícia da antiga colônia francesa prometeu intensificar os esforços para perseguir e desmantelar grupos criminosos cujas atividades "representam ameaças reais à saúde pública".