Macron reconhece que Rússia e China não são ameaça para Groenlândia: 'Que ninguém se engane'

Presidente francês explicou que os serviços de inteligência europeus avaliaram presença naval de Moscou e Pequim na região, e concluíram que ela é "insignificante".

Rússia e China não representam uma ameaça para a Groenlândia, ao contrário do que afirmam os Estados Unidos, declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, em entrevista ao El País, nesta terça-feira (10). 

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Macron questionou a narrativa norte-americana sobre a Groenlândia. "Que ninguém se iluda pensando que a verdadeira intenção dos EUA era simplesmente enfrentar uma ameaça geopolítica. Não eram os russos nem os chineses que a ameaçavam".

O presidente francês explicou que os serviços de inteligência europeus avaliaram a presença naval de Moscou e Pequim na zona e concluíram que ela é "insignificante". "Eles estão essencialmente nos limites do Báltico e na Europa", destacou.

Questionado sobre o futuro da ilha ártica, Macron sublinhou que "nada está decidido". "Não permitiremos que se exerça coação sobre eles [Dinamarca]", afirmou, em referência às pressões de Washington sobre Copenhague em relação ao território. "A natureza do discurso que tem sido articulado sobre a Groenlândia e as posições tomadas devem ser dissociadas de uma suposta ameaça geopolítica sobre o território da Groenlândia", acrescentou.