Kiev comete atentados por 'falta de perspectivas no campo de batalha', denuncia Zakharova

Segundo a porta-voz da chancelaria russa, o ataque ao tenente-general Vladimir Alexeyev representa "mais um ato de terrorismo" do regime ucraniano.

O atentado contra o tenente-general Vladimir Alexeyev, ocorrido na última sexta-feira (6), faz parte de uma "guerra híbrida" de Kiev com financiamento ocidental, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova,em uma entrevista à agência de notícias RIA Novosti nesta segunda-feira (10).

Ela declarou que um dos objetivos da ação seria frustrar possíveis negociações de paz, classificando o ataque como "um ato de terrorismo e extremismo" por falta de "perspectivas no campo de batalha". Segundo Zakharova, essa tática do regime de Kiev está condenada ao fracasso.

Levados à justiça

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia anunciou nesta terça-feira (10) a detenção do terceiro envolvido no atentado contra o general Vladimir Alekseev.

Segundo o órgão, o suspeito é o cidadão russo Pavel Vasin, de 44 anos, filho de outro suspeito, Viktor Vasin, nascido em 1959. Pavel teve papel logístico na operação, fornecendo veículos para monitoramento externo e para a retirada de armamento de um esconderijo, além de adquirir equipamentos de monitoramento, como uma câmera veicular e um rastreador. Os dispositivos foram usados para acompanhar deslocamentos e mapear rotas dos alvos do atentado.

O FSB anunciou a prisão do autor imediato do atentado no domingo (8), o cidadão russo identificado como Liubomir Korba, nascido em 1960 na região de Ternopol (na época, República Socialista Soviética da Ucrânia). Ele foi detido em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e entregue à Rússia. 

A agência indicou que outros cúmplices no crime também foram identificados. Viktor Vasin foi preso em Moscou, enquanto Zinaida Serebritskaya, nascida em 1971 e também cidadã russa, fugiu para a Ucrânia.