As autoridades penitenciárias israelenses iniciaram preparativos logísticos e operacionais para implementar execuções por enforcamento, após a aprovação em primeira instância de um projeto de lei que autorizaria a pena de morte em "casos excepcionais", informou a imprensa local na segunda-feira (9).
O projeto abrange aspectos organizacionais e de pessoal, bem como a criação de um centro de execução isolado dentro do sistema prisional, conhecido informalmente como "Milha Verde Israelense". O nome é uma referênca ao corredor da morte do filme "Green Mile" ("À Espera de um Milagre").
O procedimento previsto envolveria três carrascos voluntários, que dividiriam a responsabilidade entre si e que, supostamente, receberiam treinamento especializado em dimensões morais, psicológicas e técnicas.
As execuções poderiam ocorrer dentro de 90 dias após uma sentença definitiva, aplicando-se inicialmente a palestinos que Israel identifica como membros do Hamas e estendendo-se a outros condenados.
Uma delegação do Serviço Penitenciário israelense viajará em breve a um país do leste asiático para conhecer sistemas de pena de morte em vigor, estudar marcos legais, procedimentos operacionais e considerações éticas. Embora o projeto de lei ainda precise passar por várias leituras e aprovações, ele já desencadeou um intenso debate em Israel.
Apesar da incerteza legislativa, as autoridades penitenciárias avançam nos preparativos para estarem em condições de aplicar a norma, se ela for finalmente promulgada.