STJ afasta ministro por denúncias de importunação sexual; magistrado nega acusações

Anteriormente, o Conselho Nacional de Justiça confirmou o recebimento de denúncia; Corregedoria ouviu a vítima e instaurou um procedimento disciplinar que tramita em segredo de Justiça.

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça, em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (10), deliberou, por unanimidade, pelo afastamento cautelar do ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi em sindicância já instaurada para apuração dos fatos a ele atribuídos, informou o órgão por meio de uma nota.

Marco Aurélio é investigado por suposta importunação sexual contra uma jovem de 18 anos.

"O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o Ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função", escreveu.

Ministro nega

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, enviou nesta terça-feira (10) uma carta aos seus colegas de corte na qual rejeita as acusações de importunação sexual. A informação foi divulgada pelo g1.

No documento, ele afirma confiar nas investigações e garante que elas comprovarão sua inocência.

"Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência", declarou Buzzi.

Nova denúncia em análise

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou o recebimento de uma nova denúncia na segunda-feira (9). A corregedoria ouviu a vítima e instaurou um procedimento disciplinar que tramita em segredo de Justiça. O afastamento do ministro permanece como uma possibilidade.

A denuncia envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, que afirma ter sido vítima de uma tentativa de contato físico durante um banho de mar em 9 de janeiro.

Segundo o relato, Buzzi teria insistido mesmo após a vítima tentar se afastar. Ela conseguiu escapar e buscar ajuda junto aos pais, que confrontaram a família do ministro antes de deixar o local.

O caso segue sob investigação, e ainda não há definição sobre medidas disciplinares a serem tomadas.