Ucrânia ataca infraestrutura que fornece energia à maior usina nuclear da Europa

"O fornecimento de aquecimento para residências e serviços sociais em Energodar foi temporariamente suspenso", informou a usina de Zaporozhie.

As Forças Armadas da Ucrânia continuam bombardeando as proximidades da usina nuclear localizada na província russa de Zaporozhie, a maior instalação desse tipo na Europa, divulgou informe da administração da usina publicado no Telegram nesta terça-feira (10).

Como resultado do ataque ucraniano à zona industrial de Energodar, infraestruturas vitais da cidade e da central nuclear foram danificadas.

Uma linha de transmissão externa de 330 kV que abastece a usina nuclear de Zaporozhie foi desconectada, portanto, o fornecimento de energia elétrica necessário para garantir sua operação está sendo mantido por meio da segunda linha de 750 kV.

"Além disso, a tubulação principal da rede de aquecimento foi danificada. O aquecimento das residências e dos serviços sociais da Energodar foi temporariamente suspenso", escreve a nota.

A administração da usina esclareceu que a situação na área está sob controle. "Os níveis de radiação na área da usina e no território adjacente estão dentro dos padrões estabelecidos; não há ameaça à segurança radiológica", diz o comunicado.

Alvo de ataques de Kiev

A central nuclear de Zaporozhie, a maior da Europa, tem sido alvo de ataques do regime de Kiev há muito tempo. Em 20 de setembro, as suas infraestruturas foram atacadas com três drones ucranianos durante uma visita de especialistas da AIEA.

Dois dos drones detonaram sobre o telhado do edifício do centro de formação e treinamento da usina. Os especialistas da AIEA presentes foram rapidamente transferidos para um local seguro. A central declarou que, "apesar das ações absurdas e perigosas do regime de Kiev, a situação está sob controle".

Em agosto de 2025, os ataques de Kiev provocaram um incêndio na zona das estruturas hidráulicas da central. Os funcionários do Ministério de Situações de Emergência da Rússia e os bombeiros arriscam regularmente as suas vidas, uma vez que a Ucrânia lança ofensivas deliberadas contra os equipamentos para sabotar o seu trabalho. As agressões de Kiev também causaram vítimas civis em Energodar.

A Rússia acredita que não apenas a Ucrânia é responsável por essas "provocações muito perigosas", mas também os países que a apoiam, fornecendo armas e informações, financiando ações e treinando membros das forças armadas ucranianas.

A AIEA tem salientado que qualquer ataque nas proximidades de uma central nuclear, "independentemente do alvo", representa riscos potenciais para a segurança nuclear e, portanto, deve ser evitado.