A agência reguladora de comunicações da Rússia, Roskomnadzor, confirmou nesta terça-feira (10) que impôs restrições à operação do Telegram e afirmou que continuará a aplicar essas medidas até que a plataforma esteja em conformidade com a legislação.
Segundo a agência, o Telegram não garante a proteção dos dados pessoais dos usuários e não adota medidas eficazes para combater fraudes e terrorismo.
A advertência aponta para a imposição de novas restrições graduais a fim de garantir o cumprimento das leis e a proteção dos cidadãos, que podem ser suspensas caso a empresa acate as orientações da Roskomnadzor.
"Estamos absolutamente abertos a trabalhar com qualquer recurso da internet, nacional ou estrangeiro. Mas com uma condição muito simples: respeito pela Rússia e seus cidadãos, e conformidade com as leis da Federação da Rússia", declarou a Roskomnadzor.
Restringindo operações
Usuários do serviço de mensagens reclamavam de lentidão nos serviços da plataforma, principalmente problemas no envio de fotos e vídeos, antes da confirmação da medida da agência em nota.
As autoridades russas restringiram parcialmente as chamadas do WhatsApp* e do Telegram em agosto do ano passado. O Ministério do Desenvolvimento Digital explicou na época que essas eram medidas de segurança em resposta ao aumento de fraudes online.
Já em outubro, a Roskomnadzor confirmou o bloqueio parcial de ambas as plataformas como parte de ações de combate ao crime. Um mês depois, denunciou a Meta* por não adotar providências suficientes de prevenção criminal em seu aplicativo e alertou o WhatsApp sobre uma possível proibição total.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.