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'Não acredito no que estou lendo': prefeito canadense responde a ameaça de Trump de impedir abertura de ponte entre EUA e Canadá

O presidente dos EUA ameaçou não permitir a abertura de ponte em construção que vai ligar a província de Ontário ao estado do Michigan.
'Não acredito no que estou lendo': prefeito canadense responde a ameaça de Trump de impedir abertura de ponte entre EUA e CanadáAP / Paul Sancya

Drew Dilkens, prefeito da cidade fronteiriça de Windsor, na província canadense de Ontário, criticou, em entrevista a CBS na segunda-feira (9), as novas ameaças de Donald Trump em relação à ponte que está sendo construída entre os dois países. 

O presidente dos EUA declarou que não permitiria a reabertura da ponte que liga Ontário ao estado do Michigan até que os EUA fossem "totalmente compensados" por seu vizinho: "O Canadá tratou os Estados Unidos de forma muito injusta durante décadas. Agora, a situação está se invertendo para os EUA, e rapidamente!", escreveu o presidente em sua conta na rede social Truth Social.

"É uma loucura", declarou Dilkens. "Não consigo acreditar no que estou lendo", afirmou, acrescentando que "quanto antes chegarmos às eleições de meio de mandato e, com sorte, virmos alguma mudança, melhor será para todos".

Segundo Dilkens, algumas afirmações de Trump são factualmente incorretas, já que o presidente afirmou que a ponte está sendo construída "virtualmente sem material americano", já que aço americano foi usado na construção da estrutura no lado do estado do Michigan.

A ponte Gordie Howe, que custou US$ 6,4 bilhões (cerca de R$ 33,2 bilhões), foi totalmente financiada pelo governo federal canadense, mas o relatório esclarece que a ponte é de propriedade conjunta do Canadá e do estado de Michigan. A maior parte da construção está concluída; restam apenas os testes e inspeções finais, e a previsão é de que a ponte seja inaugurada ainda este ano.

  • As relações entre Ottawa e Washington estão tensas desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. O presidente americano reiterou seu desejo de que o Canadá se torne o 51º estado americano e criticou o USMCA, o acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá.