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China ultrapassa Argentina como principal exportadora de veículos para Brasil

As importações chinesas de automóveis se aproximaram de R$ 2 bilhões em janeiro, superando em dez vezes o valor registrado um ano antes.
China ultrapassa Argentina como principal exportadora de veículos para BrasilGettyimages.ru / CFOTO / Contributor /

A China se tornou em janeiro a maior exportadora de veículos para o Brasil, enviando 16.800 unidades e ultrapassando a Argentina, que exportou 13.400, segundo dados da indústria citados pela Autoweb na segunda-feira (9).

Essa mudança marca uma superação da vantagem competitiva argentina, sustentada pela proximidade geográfica e pelos acordos comerciais do Mercosul.

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Carros argentinos geralmente vêm equipados com muitas peças fabricadas no Brasil, enquanto os veículos chineses chegam totalmente montados, ultrapassando a cadeia de suprimentos automotivos brasileira, informou o South China Morning Post nesta terça-feira (10).

Crescimento exponencial

Em termos de valor, as importações chinesas de automóveis atingiram US$ 375 milhões (quase R$ 2 bilhões) em janeiro, mais de dez vezes o valor registrado um ano antes, representando quase 65% do total das importações brasileiras de veículos naquele mês.

Esse aumento reflete uma estratégia já implementada por montadoras chinesas em outros mercados, primeiro inundando o mercado com importações e depois migrando para a montagem e produção local.

No Brasil, essa expansão é liderada pela BYD e pela Great Wall Motors, que cresceram rapidamente por meio de importações, ao mesmo tempo em que desenvolveram fábricas e redes de fornecedores. A BYD, por exemplo, está investindo R$ 5,5 bilhões de reais para converter a antiga fábrica da Ford em Camaçari, Bahia, com um modelo inicial de semi-montagem.

Segundo a Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros, o país exportou para o Brasil 8,32 milhões de veículos em 2025, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

Embora a presença de marcas chinesas esteja crescendo rapidamente, o crescimento faz parte de uma expansão global mais ampla e o Brasil ainda não é o principal destino global de exportações automobilísticas. O país ocupa a quinta posição no comércio chinês de carros, atrás do México, Rússia, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.