
'Estamos resistindo': embaixador russo na Venezuela comenta relações bilaterais após ataque dos EUA

Apesar da pressão dos EUA, as relações entre a Rússia e a Venezuela permanecem firmes e as empresas russas continuam interessadas em desenvolver projetos em diversos setores do país, declarou o embaixador da Rússia na Venezuela, Sergey Melik-Bagdasarov, em entrevista à RT.

O embaixador foi questionado sobre os laços entre Moscou e Caracas diante do bombardeio dos EUA contra o país latino-americano e do sequestro do presidente Nicolás Maduro.
"É claro que o que aconteceu não traz nada de bom para esse processo lógico, para esse processo de construção do nosso futuro", afirmou.
"Mas acredito que estamos resistindo a esses desafios porque, na verdade, não há nenhuma restrição, pelo menos na intenção das nossas empresas, que continuam interessadas em seguir avançando aqui na Venezuela com seus próprios projetos", acrescentou o Mélik-Bagdasárov.
O embaixador detalhou que estes empreendimentos se debruçam nas áreas de energia, saúde, comércio, agricultura, bem como sobre projetos bilaterais na esfera da cultura e dos contatos humanos.
Agressão dos EUA e sequestro de Maduro
Sob alegações "combate o narcoterrorismo", os EUA lançaram, no dia 3 de janeiro, uma agressão militar maciça em território venezuelano, que afetou Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A operação terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, que foram levados para Nova York. Os locais atacados eram principalmente de interesse militar, embora também tenham sido atingidas áreas urbanas e houvesse vítimas civis.
Caracas classificou as ações de Washington como uma "grave agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa.

