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Congresso dos EUA divulga vídeo de depoimento da ex-companheira de Epstein

Durante a audiência, o advogado de Ghislaine Maxwell afirmou que ela "deve permanecer em silêncio" devido a um pedido de hábeas corpus ainda pendente.
Congresso dos EUA divulga vídeo de depoimento da ex-companheira de EpsteinU.S. Department of Justice / AP

O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano James Comer, publicou na segunda-feira (9) o vídeo em que Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice condenada de Jeffrey Epstein, se recusou a depor diante dos membros do comitê.

"Gostaria de responder à sua pergunta, mas, seguindo o conselho do meu advogado, nego-me respeitosamente a responder a esta e a qualquer outra relacionada. Meu pedido de hábeas corpus está pendente no Distrito Sul de Nova York. Portanto, invoco meu direito de permanecer em silêncio com base na Quinta Emenda da Constituição dos EUA", disse Maxwell diante de cada questionamento.

Pouco depois, o advogado de Maxwell, Oscar Markus, explicou que sua cliente pretendia responder a todas as perguntas, mas estava exercendo seu direito de não depor contra si mesma, amparando-se na Quinta Emenda.

Markus afirmou que, embora Maxwell "gostaria muito de responder" às perguntas, ela deve permanecer em silêncio devido ao pedido de hábeas corpus, que, segundo ele, "mostra que sua condenação se baseia em um julgamento fundamentalmente injusto". O advogado acrescentou que isso inclui alegações de que membros do júri mentiram para garantir sua posição e que o governo teria quebrado uma promessa de imunidade feita a Maxwell.

"Se este comitê e o público realmente querem ouvir a verdade sem filtros sobre o que aconteceu, há um caminho simples: a senhorita Maxwell está disposta a falar com total sinceridade se o presidente Trump lhe conceder clemência", afirmou Markus.

Ele também disse que apenas Maxwell "pode fornecer um relato completo. É possível que alguns não gostem do que ouvirão, mas a verdade é o que importa. Por exemplo, tanto o presidente Trump quanto o ex-presidente Clinton seriam inocentes de qualquer crime, e apenas a senhorita Maxwell pode explicar por quê. O público tem direito a ouvir essa explicação".

  • Ghislaine Maxwell, de origem britânica, foi considerada culpada em dezembro de 2021 por complicidade no esquema de Epstein para traficar e explorar sexualmente menores de idade. O Departamento de Justiça dos EUA a acusou de "incitar e preparar menores para serem abusadas de diversas formas". Atualmente, ela cumpre 20 anos de prisão no Texas.

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