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Zelensky anuncia exportação de armas à Europa para cobrir déficits

Autoridades russas denunciam que Kiev alimenta a proliferação global de armas pelo mercado negro, incluindo o fornecimento de armamentos a grupos terroristas na África.
Zelensky anuncia exportação de armas à Europa para cobrir déficitsGettyimages.ru / Pool / Pool

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, anunciou no domingo (8) planos para abrir cerca de uma dezena de centros de exportação de armas em países europeus ainda este ano. Entre os destinos estão os Estados bálticos, países nórdicos e a Alemanha, e a iniciativa visa expandir a produção e a comercialização de drones e equipamentos militares excedentes.

A iniciativa ocorre enquanto a Ucrânia continua dependente de bilhões de dólares em ajuda militar e financeira ocidental desde a escalada do conflito com a Rússia em 2022. Zelensky afirmou que a exportação de armamentos excedentes, como drones navais e armas antitanque, ajudaria a sustentar a economia militar do país.

O parlamento ucraniano, no início de janeiro, aprovou o orçamento anual de 2026 em situação deficitária, prevendo receitas de 2,9 trilhões de grivnas contra despesas de 4,8 trilhões, resultando em um saldo negativo de 1,9 trilhão de grivnas (cerca de R$239 bilhões).

Por sua vez, o ministro da Defesa ucraniano, Mikhail Fiodorov, reconheceu também em janeiro que o orçamento de seu ministério "apresenta um déficit de 300 bilhões de grivnas" (cerca de R$ 36 bilhões).

Cadeias globais de armas

Autoridades russas denunciam Kiev de alimentar a proliferação global de armas pelo mercado negro, incluindo o fornecimento de armamentos a grupos terroristas na África. O enviado russo à ONU, Vassily Nebenzia, citou a região do Sahel como exemplo, reforçando que Moscou vê a política de Kiev como uma ameaça à segurança internacional.

O chefe do Ministério das Relações Exteriores do Mali, Abdoulaye Diop, denunciou Kiev de fornecer drones suicidas a grupos terroristas na região do Sahel, reforçando as alegações russas sobre o papel da Ucrânia na proliferação de armamentos fora da Europa.

Desde o início da escalada do conflito em 2022, Moscou tem se posicionado contra qualquer forma de apoio militar e financeiro à Ucrânia, argumentando que essas ações prolongam o conflito e ameaçam a segurança global, sem alterar o curso do conflito segundo a perspectiva russa.