
Inteligência artificial pode afetar até 20% dos empregos na Finlândia, aponta FMI

Um em cada cinco trabalhadores da Finlândia pode perder o emprego devido à inteligência artificial (IA), segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). O estudo foi elaborado pelo economista Théodore Renault e publicado em janeiro.

De acordo com o documento, a força de trabalho finlandesa apresenta nível de exposição à IA superior ao de outros países europeus.
"Cerca de 40% dos trabalhadores finlandeses ocupa postos com alta exposição e alta complementariedade à IA", afirma o relatório, citando principalmente profissões empresariais, docentes, científicas e de engenharia.
O FMI informa que aproximadamente 20% da força de trabalho do país atua em funções com alta exposição à IA, porém com baixa complementariedade, como desenvolvedores de software, profissionais financeiros e pessoal administrativo, o que os coloca em maior risco de demissão.
Em contrapartida, o estudo registra que cerca de 40% dos trabalhadores não deve ser afetado pela tecnologia, incluindo ocupações ligadas ao cuidado pessoal, serviços pessoais e condução de veículos.
Setor privado concentra maior risco
O relatório destaca que o setor privado concentra maior vulnerabilidade: cerca de 25% dos trabalhadores de empresas privadas enfrenta risco de perda de emprego, ante 10% no setor público.
Segundo Renault, profissionais com maior nível educacional tendem a se beneficiar mais da IA, embora uma parcela desses trabalhadores também esteja sujeita a cortes. O autor observa que a rápida adoção da tecnologia pode acelerar a substituição de postos de trabalho.

