Rússia reafirma solidariedade aos povos de Cuba e da Venezuela e condena 'medidas coercitivas'

Chanceler russo, Sergey Lavrov, afirmou que "apenas eles [povos] podem determinar seu próprio destino" e afirmou que Moscou tem foco em lutar contra práticas colonialistas.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reiterou nesta segunda-feira (9) o apoio de Moscou a Cuba e a Venezuela, que enfrentam pressão dos Estados Unidos. Fala foi registrada em um vídeo publicado em comemoração ao Dia do Diplomata.

No discurso, o chanceler destacou o foco da Rússia na "luta contra qualquer prática neocolonialista: desde medidas coercitivas unilaterais até intervenções militares".

"Nesse contexto, reafirmamos nossa solidariedade com os povos da Venezuela e de Cuba. Estamos convencidos que apenas eles [povos] podem determinar seu próprio destino", declarou Lavrov.

Ameaças de Trump a Cuba

Após a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, Donald Trump fez declarações ameaçando aumentar a pressão sobre Cuba. O presidente norte-americano afirmou que "entrar e destruir" Cuba poderia ser a única opção restante para forçar uma mudança.

As ameaças ocorrem em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm sobre Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi ainda reforçado com várias medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.

Em 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva declarando "estado de emergência nacional" em resposta à alegada "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a "numerosos países hostis", abrigar "grupos terroristas transnacionais" como o Hamas e o Hezbollah, e permitir o destacamento na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canelafirmou que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".