China condena plano da primeira-ministra japonesa de visitar santuário militar: 'Amnésia'

Pequim alerta que a normalização de visitas ao Santuário Yasukuni por autoridades do Japão representa uma traição à história e ameaça a estabilidade das relações diplomáticas na Ásia.

A China reagiu à intenção da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi de "criar uma atmosfera" favorável para a visitação do Santuário Yasukuni. O porta-voz da Chancelaria chinesa, Lin Jian, afirmou nesta segunda-feira (9) que o local é um "instrumento espiritual e símbolo da agressão militarista japonesa", por homenagear 14 criminosos de guerra condenados de Classe A.

Para Pequim, a postura de Takaichi desafia a consciência humana e a credibilidade do Japão. "A amnésia da história significa traição, e a negação da responsabilidade significa recaída", declarou Lin Jian, enfatizando que o país deve refletir profundamente sobre seu passado de agressão.

O vice-diretor do Departamento de Informação do Ministério de Relações Exteriores da China destacou que, no 80º aniversário dos julgamentos de crimes de guerra, o Japão deve agir com prudência.

Segundo ele, é imperativo que o governo japonês faça uma "ruptura limpa com o militarismo por meio de ações reais", evitando repetir os erros trágicos de sua trajetória imperialista.