A mãe do adolescente acusado de agredir o cão Orelha, que foi morto em 5 de janeiro em Florianópolis, negou que o filho tenha cometido o crime. A informação foi publicada nesta segunda-feira (9) pelo O Globo.
Ela também afastou rumores de que a família planejava enviá-lo ao exterior.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do jovem e a internação provisória, enquanto que a defesa insiste em sua inocência. Segundo as autoridades, o adolescente apresentou contradições em seus relatos, que divergem das imagens captadas por câmeras de segurança na região.
Boné e moletom
Ao retornar ao Brasil, o adolescente foi abordado pela polícia no aeroporto. A investigação identificou as roupas usadas por ele no dia do crime, incluindo um boné rosa e um moletom, registradas por câmeras de segurança. A mãe afirmou:
"Fomos levados a uma sala com sete autoridades. Ele continuava com o boné, e eu pedi que o retirasse por respeito às autoridades", afirmou a mulher, que negou qualquer tentativa de ocultar evidências.
Contradições do jovem
Durante o depoimento, o adolescente apresentou versões diferentes sobre os fatos, afirmando que teria permanecido dentro do condomínio no dia da agressão, versão que não coincide com as imagens captadas pelas câmeras de segurança. A mãe afirmou que o filho pode ter se confundido passados 30 dias do ocorrido.
"Um menino de 15 anos, depois de 30 dias, tem que fazer todo o passo a passo que ele fez. Ele simplesmente esqueceu e, inclusive, se confundiu", declarou.
Segundo a Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou objeto rígido, como madeira ou garrafa. A investigação ouviu 24 testemunhas e analisou mais de mil horas de gravações de 14 câmeras diferentes para reconstruir o crime.