Macron comenta arquivos de Epstein pela primeira vez

O nome do presidente francês aparece em mais de 200 arquivos.

O presidente da França, Emmanuel Macron, comentou nesta segunda-feira (9) a divulgação de documentos do caso do criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein, após participar da abertura da feira de vinhos Wine Paris, na capital francesa.

Macron afirmou que o tema é uma questão interna dos Estados unidos e que cabe à Justiça do país conduzir as apurações. Ele disse ainda que não pretende "participar de um debate público sobre esse assunto".

«PARA SABER MAIS SOBRE QUEM FOI JEFFREY EPSTEIN, LEIA NOSSO ARTIGO»

"Acho que é um assunto que diz respeito principalmente aos EUA da América. Portanto, a justiça de lá deve fazer seu trabalho, só isso. [...] A justiça deve fazer seu trabalho, porque há vítimas. É preciso esclarecer a verdade, o que significa que as pessoas devem fazer seu trabalho de forma metódica. Isso é o importante", afirmou Macron.

O presidente francês cobrou uma apuração jornalística "genuína baseada nas informações que foram reveladas" e alertou que o caso também alimenta "teorias da conspiração".

"Evidentemente, [Epstein] tinha um sistema muito amplo, o que justifica que a justiça faça seu trabalho de forma independente e com calma", disse.

O nome de Macron aparece em mais de 200 arquivos recém-divulgados. E-mails incluídos nos documentos de Jeffrey Epstein mencionam o político em tratativas comerciais com o financista por meio do diretor-executivo da DP World, Sultan Bin Sulayem, em 2016, quando Macron era ministro da Economia no governo de François Hollande.