
Centrão sinaliza fim da escala 6x1, mas jornada pode ficar em 44h
O debate sobre o fim da escala 6x1, prioridade do governo Lula no Congresso, avança com apoio do centrão, que considera a medida encaminhada. A informação foi publicada pelo UOL nesta segunda-feira (9).
A proposta prevê alterações na jornada de trabalho e deve receber atenção especial em ano eleitoral devido ao seu apelo popular.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que pretende conduzir o tema "com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores". Parlamentares avaliam que será difícil a oposição se manter diante do interesse da sociedade pela redução da carga semanal.
Debate sobre jornada
Apesar do consenso sobre o fim da escala, o tamanho da jornada semanal ainda divide opiniões. O governo propõe reduzir para 40 horas, mas há quem defenda manter as atuais 44 horas distribuídas em cinco dias. Uma alternativa estudada é permitir jornadas diferentes por categoria, ideia apoiada por alguns líderes empresariais.

Grupos empresariais, entretanto, já se movimentam para influenciar a votação, buscando condições mais favoráveis aos empregadores. Uma liderança empresarial afirmou à reportagem que, se a prioridade de Lula é aprovar a medida, a prioridade dos empresários é contê-la.
Para o ministro-chefe da Secretaria-Geral da presidência, Guilherme Boulos, "o tema está maduro na sociedade". Ele ressaltou que qualquer resistência será "restrita à extrema direita", e que os opositores à redução da escala terão que "prestar contas nas urnas outubro".
Segundo Boulos, setores empresariais contrários à medida continuam usando argumentos históricos similares aos que surgiram em debates sobre a CLT, 13º salário e férias.
