Presidente eleito de Portugal defende presença na OTAN e UE para 'prosperidade' do país

"Antes de gastar mais, é preciso gastar melhor", ressalvou António José Seguro, contudo, em face da meta da OTAN de gastos de 5% do PIB de seus membros com defesa.

Em meio a desacordos entre membros da OTAN, o presidente eleito de Portugal, António José Seguro, vem defendendo publicamente a permanência de Portugal na Aliança Atlântica e na União Europeia, sublinhando a importância de "parceiros" para a "prosperidade" do país.

"Portugal deve se manter na OTAN, mas a Europa deve aumentar a sua autonomia estratégica na segurança e na defesa" destacou Seguro durante a campanha eleitoral, ainda em novembro de 2025, segundo o jornal ECO.

Ressaltando a necessidade de "olhar para a defesa como um investimento e não como uma despesa", ele adota uma postura crítica contra os "maus gastos", apontando que a meta de 5% de contribuição com a Aliança Atlântica deve ser adotada com prudência. "Antes de gastar mais, é preciso gastar melhor", declarou Seguro.

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Ele também abordou a possibilidade do envio de tropas à Ucrânia, dizendo que seria um gesto de "solidariedade" e defesa, ressalvando que é uma decisão a ser considerada no "momento certo".

Já nos finais de janeiro, após se encontrar com especialistas em política internacional em Lisboa, Seguro reiterou que a participação em ambas as organizações era essencial manter o consenso político nacional perante os desafios globais.

"Nós precisamos de parceiros para garantir a nossa defesa e a nossa segurança e simultaneamente também de parceiros para garantir a nossa prosperidade", afirmou Seguro, citado pela agência portuguesa de notícias Correio da Manhã.