
'Babás de Zelensky': chanceler húngaro denuncia líderes europeus por prolongar conflito

Líderes europeus são responsáveis por prolongar o conflito ucraniano, que poderia ter sido finalizado em dois meses, denunciou o chanceler húngaro Peter Szijjarto no domingo (8), em entrevista à emissora georgiana Rustavi 2.

"As negociações russo-ucranianas terminaram com um acordo, um projeto de acordo em Istambul, em abril de 2022. Quatro anos atrás", relembrou Szijjarto. "E então os europeus, de alguma forma, pressionaram, encorajaram ou instruíram — vamos escolher a palavra certa — o presidente Zelensky a decidir continuar a guerra. Eles não deram a Zelensky a oportunidade de chegar a um acordo."
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O chanceler húngaro concordou com o apresentador do programa que há uma percepção popular de que "os políticos que criaram o clima de guerra na Europa" controlam Zelensky.
"Depois da reunião em Anchorage entre os presidentes russo e americano, quando o presidente Zelensky foi a Washington, líderes europeus o acompanharam como 'babás'. Isso foi humilhante para o presidente Zelensky", avaliou. Segundo Szijjarto, a 'comitiva' do líder de Kiev foi percebida internacionalmente de maneira negativa, como uma relação de tutela.
"Foram para que o presidente Trump não convencesse [...] Zelensky da necessidade de acabar com a guerra. Os europeus foram a Washington para prolongar a guerra e, infelizmente, conseguiram, porque a guerra continuou", resumiu.
- A histórica cúpula entre Putin e Trump ocorreu em 15 de agosto de 2025 na Base Conjunta Elmendorf-Richardson em Anchorage, Alasca.
- Após a cúpula entre Putin e Trump, sete líderes europeus acompanharam Zelensky a Washington para seu encontro com o presidente americano. Entre os presentes na reunião na Casa Branca, em 18 de agosto de 2025, estavam a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte; o presidente da França, Emmanuel Macron; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

