EUA aceleram substituição do Abrams por tanque de nova geração

A turnê nacional "Arsenal da Liberdade", liderada pelo secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, para reforçar a capacidade industrial militar do país, tem um projeto tratado como prioridade máxima e que avança "em velocidade de guerra": o novo tanque M1E3 Abrams. O programa foi antecipado em cinco anos e deve chegar à fase de protótipo em 2028, informou a Fox News.
Sob impulso direto do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, o M1E3 foi projetado com base em lições extraídas do conflito na Ucrânia. A principal novidade é o sistema de propulsão híbrido diesel-elétrico, uma escolha com objetivo tático, não ambiental. A tecnologia permite deslocamentos silenciosos e reduz a assinatura térmica do veículo, aumentando o nível de furtividade em combate.
Redesenho radical
O novo Abrams passa por uma reformulação profunda. A tradicional torre superior deixa de ser tripulada, e a tripulação, agora composta por três militares, passa a operar a partir do casco, onde a blindagem é mais espessa. Todas as funções são controladas por uma interface digital avançada, semelhante a interfaces digitais de simulação avançada, que integra sensores, câmeras externas e sistemas de armas.
A partir desse ambiente fechado, a tripulação pode operar remotamente armamentos como mísseis Javelin e munições merodeadoras, sem exposição direta ao fogo inimigo.
As principais melhorias do M1E3 se organizam em cinco pilares:
Cabine modular no formato 'plug-and-play', com software de atualização rápida e controles intuitivos;
Propulsão híbrida para operações silenciosas;
Sistema de proteção ativa capaz de interceptar mísseis e drones, além de identificar a origem dos ataques;
Blindagem reativa aprimorada, com módulos especializados no casco para desviar e absorver explosões;
Canhão automático de 30 mm, complementar ao armamento principal, eficaz contra drones e veículos leves.
O novo modelo também é significativamente mais leve: cerca de 60 toneladas, contra aproximadamente 80 toneladas das versões anteriores. Isso resulta em um ganho de 40% na eficiência de combustível e permite que o tanque utilize até 30% mais pontes e vias no flanco oriental da OTAN.
Segundo a reportagem, essa mobilidade ampliada é considerada essencial para a estratégia de dissuasão e defesa frente a potências como a Rússia, que mantém elevada capacidade de produção de tanques.
