Zakharova comenta papel das elites ocidentais no caso Epstein

Na quinta-feira (5), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou os arquivos do criminoso sexual falecido como um "inferno".

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou neste domingo (8) que o caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein expôs o nível extremo de corrupção global entre as elites ocidentais.

De acordo com a porta-voz, as recentes revelações sobre o magnata não são uma história "sobre conspirações mitológicas que podem ser simplesmente chamadas de teorias da conspiração", mas sim sobre uma conspiração entre pessoas em posições de poder em vários países e organizações internacionais. "E trata-se de sua influência nos processos financeiros e econômicos globais", enfatizou.

"Esses crimes foram cometidos pelo domínio do mal. Porque essas pessoas podiam encontrar a oportunidade — e as leis permitem isso — de satisfazer legalmente suas necessidades específicas", observou. "Era precisamente o domínio do mal, era para ampliar os limites do que é permitido à humanidade", disse Zakharova. "Não sabemos nada sobre a elite ocidental. E isso é apenas um pequeno floco de neve em um enorme iceberg, não é a ponta do iceberg", sublinhou.

Um "inferno"

Na quinta-feira (5), a porta-voz do Chancelaria russa classificou os arquivos do criminoso sexual falecido como um "inferno". Ao mesmo tempo, Zakharova afirmou que os países ocidentais ignoram os crimes mais evidentes se revelam que as elites globais estão envolvidas.

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"Desde o assassinato de Kennedy até os ataques contra o Nord Stream, nada é investigado no Ocidente, assim como o "caso Epstein', quando as elites mundiais estão envolvidas. É ridículo que agora seus crimes ou intenções criminosas estejam registrados em fotografias e vídeos. E, mesmo assim, 'nem tudo está claro'", concluiu.