
FOTO: E-mails vazados revelam jantar 'selvagem' em que estavam Mark Zuckerberg e Epstein

O falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein descreveu um jantar em que estava presente o diretor executivo da Meta*, Mark Zuckerberg, como "selvagem" e tirou uma foto do momento, de acordo com os arquivos publicados pelo Departamento de Justiça relacionados ao caso.
O jantar é mencionado em uma resposta a um e-mail de 20 de agosto de 2015 do bilionário Tom Pritzker. Epstein fez referência a esse jantar e mencionou várias personalidades influentes, incluindo Elon Musk, Peter Thiel e Reid Hoffman. "Ainda não tenho certeza. Jantei com Zuckerberg, Musk, Thiel, Hoffman; selvagem", diz o documento. No entanto, ele não forneceu detalhes sobre o que aconteceu durante o jantar.

A foto, por outro lado, aparece em um e-mail que Epstein enviou a si mesmo em 3 de agosto de 2015 com a descrição: "Desculpe por todos os erros de digitação".
O jantar foi inicialmente relatado pela Vanity Fair em 2019, onde foi indicado que Hoffman havia organizado o encontro em Palo Alto, Califórnia, para o neurocientista do MIT Ed Boyden.
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Musk apresentou Zuckerberg a Epstein
A Vanity Fair também informou que Elon Musk havia apresentado Zuckerberg a Epstein durante esse jantar, uma acusação que Musk negou em um e-mail enviado à revista.
Musk disse que não se lembrava de ter feito tal apresentação e argumentou que "não conheço o cara bem o suficiente para fazer isso". "Epstein é obviamente um pervertido e Zuckerberg não é meu amigo", acrescentou.

Quando questionado sobre o assunto, o porta-voz da Meta, Ben LaBolt, referiu-se a uma declaração de 2019, que dizia: "Mark conheceu Epstein de passagem em um jantar em homenagem a cientistas que não foi organizado por Epstein", e ressaltou que não houve contato posterior entre eles.
O jantar, que ocorreu em 2015, foi realizado sete anos depois que Epstein foi condenado por um tribunal da Flórida por tráfico de menores para fins de prostituição e por solicitar os serviços de uma prostituta.
- O Departamento de Justiça dos EUA começou a publicar os arquivos do caso Epstein em virtude de uma lei de transparência aprovada em novembro do ano passado.
- O Departamento de Justiça dos EUA esclareceu que as informações contidas nos arquivos "podem incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou apresentados de forma fraudulenta", explicando que "tudo o que os cidadãos enviaram ao FBI foi incluído na produção que responde à Lei" sobre a Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro passado após meses de pressão pública e política.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
