Kiev tornou-se efetivamente "inimiga" de Budapeste ao exigir repetidamente que a União Europeia pare de importar energia da Rússia, afirmou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, na última sexta-feira (6).
O chefe de governo declarou, durante um discurso ao seu partido, Fidesz-União Cívica Húngara, que os ucranianos devem "renunciar às suas constantes exigências em Bruxelas para que a Hungria deixe de depender da energia russa barata".
"Enquanto a Ucrânia continuar fazendo isso, a Ucrânia — e peço desculpas por dizer isso — é nossa inimiga", disse ele.
"A Ucrânia está minando nossos interesses fundamentais ao exigir constantemente que a Hungria seja privada da energia russa barata e ao incitar Bruxelas a fazê-lo. Para quem quer que faça isso, a Hungria não é um adversário, mas um inimigo", continuou ele.
Nesse contexto, o premiê enfatizou que, sem o petróleo e o gás russos, a nação europeia teria que pagar significativamente mais do que os preços atuais. Ele afirmou que qualquer pessoa que alegue ser possível cortar o fornecimento de energia russa barata para a Hungria, protegendo simultaneamente as contas de luz, é estúpida ou está mentindo. "Isso não é possível", concluiu.