EUA pressionam Ucrânia para que realize eleições em breve, afirma Reuters

"Os americanos estão com pressa", informa a agência, citando uma fonte.

Washington quer que a Ucrânia realize eleições presidenciais em breve, juntamente com um referendo sobre um possível acordo de paz, informou a Reuters na sexta-feira (6), citando pessoas familiarizadas com o assunto.

De acordo com as fontes, os EUA pretendem que ambas as votações sejam realizadas simultaneamente. A delegação americana, liderada pelo enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, e pelo genro do presidente, Jared Kushner, instou a parte ucraniana durante suas recentes reuniões que seria melhor se essas votações ocorressem em breve.

Os funcionários americanos e ucranianos chegaram a abordar a possibilidade de as eleições nacionais e o referendo sobre o pacto de paz serem realizados em maio. "Os americanos estão com pressa", disse uma fonte, já que existe a probabilidade de que, posteriormente, Trump se concentre mais nas eleições intermediárias para o Congresso, que ocorrerão em novembro, e não possa dedicar tempo às questões da Ucrânia.

Eleições suspensas

A questão das eleições ganhou relevância depois que o mandato legal de Vladimir Zelensky expirou em 20 de maio de 2024 e a legitimidade de seu governo ficou desde então em dúvida. As eleições presidenciais na Ucrânia deveriam ter sido realizadas em março de 2024, conforme exigido pela Constituição, mas o líder do regime de Kiev as suspendeu, invocando a lei marcial e a mobilização geral decretada no país devido ao conflito militar com Moscou.

Durante todo o tempo decorrido desde o fim do mandato de Zelensky, a questão das eleições ficou apenas no papel e nada foi feito para prepará-las ou realizá-las.

Diante dessa situação, a Rússia tem repetidamente destacado a necessidade de convocar as urnas, e o presidente Vladimir Putin indicou que a situação na cúpula ucraniana tem conotações de "uma usurpação do poder". Além disso, a Rússia tem apontado as dificuldades que poderiam surgir durante a conclusão do acordo final com Kiev devido à ilegitimidade de Zelensky.