
Haddad chama gestão fiscal de Bolsonaro de 'estupro das contas públicas'

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, subiu o tom das críticas contra a gestão econômica do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em discurso realizado em Salvador (BA), durante evento de aniversário do PT realizado nesta sexta-feira (6), ele descreveu as ações fiscais do governo anterior como uma "espécie de estupro das contas públicas".
Haddad enfatizou o uso do termo para classificar o que chamou de "coisa alucinada" ocorrida na transição de 2022 para 2023. Segundo o ministro, a narrativa da oposição sobre o superávit deixado ignora manobras que comprometeram o orçamento futuro.
Entre os pontos destacados, o ministro citou a PEC dos Precatórios como um exemplo de medida prejudicial. Ele afirmou que o governo anterior "vendeu" uma saúde financeira inexistente, enquanto adiava pagamentos obrigatórios para o exercício seguinte.

A crítica também se estendeu ao uso da máquina para fins eleitorais. Para Haddad, houve uma tentativa de "comprar votos" por meio de gastos emergenciais e ações policiais para dificultar o acesso de eleitores petistas às urnas no segundo turno.
O ministro reforçou que a comunicação atual enfrenta o desafio de combater o que chama de "contestação de fatos". Ele defendeu que os dados oficiais de órgãos do Estado estão sendo ignorados em prol de narrativas políticas distorcidas pela oposição.
Haddad participou do evento durante folga da agenda do Ministério da Fazenda. Na fala, ele reafirmou sua trajetória política e indicou que sua saída da pasta deve ocorrer ainda em fevereiro.
