
EUA sancionam empresas e navios ligados ao comércio de petróleo iraniano após rodada de negociações

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (6), um novo pacote de sanções contra entidades, indivíduos e embarcações envolvidos no comércio e transporte de petróleo, derivados e produtos petroquímicos de origem iraniana. As sanções foram aplicadas após negociações realizadas nesta sexta-feira (6) entre representantes dos dois países em Omã.
Segundo Washington, o objetivo é conter o fluxo de recursos que o Governo em Teerã utilizaria para financiar atividades externas e reprimir sua própria população.

De acordo com o comunicado oficial, 14 embarcações foram identificadas como parte da chamada frota sombra, apontada como instrumento para o escoamento de petróleo iraniano a mercados de terceiros países. Além disso, 15 empresas e dois indivíduos foram sancionados por negociações envolvendo petróleo bruto, derivados e produtos petroquímicos do Irã.
O Departamento de Estado afirma que as exportações iranianas desses produtos dependem de uma rede internacional de intermediários marítimos que atuam em diferentes jurisdições e recorrem a práticas de ocultação e engano. Segundo Washington, essas operações incluem desligamento de sistemas de rastreamento e outras ações classificadas como atividades obscuras, consideradas um risco para a navegação e para o comércio internacional.
Entre os alvos estão empresas de gestão marítima sediadas nos Emirados Árabes Unidos, China, Turquiaede, Índia, Cazaquistão e Seychelles, além de navios registrados sob bandeiras de países como Barbados, Panamá, Camarões e San Marino. O Departamento de Estado afirma que algumas dessas embarcações transportaram milhões de barris de petróleo iraniano nos últimos anos.
As sanções também atingem comerciantes de produtos petroquímicos baseados principalmente na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos. Segundo o governo dos Estados Unidos, essas empresas importaram ou exportaram milhões de dólares em produtos de origem iraniana entre 2024 e 2025, incluindo amônia e outros derivados petroquímicos.
Todas as designações foram feitas com base na Ordem Executiva 13846, que autoriza a imposição e a reimposição de sanções relacionadas ao Irã. Com isso, todos os bens e interesses dos alvos localizados nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos norte-americanos ficam bloqueados e devem ser reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro.
O comunicado ressalta que também ficam proibidas transações realizadas por cidadãos dos Estados Unidos ou dentro do território norte-americano que envolvam bens ou interesses das pessoas e entidades sancionadas, salvo autorização específica do OFAC.
