
Netanyahu comenta rumores de que Epstein trabalhava para o Mossad

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as menções ao ex-premiê israelense, Ehud Barak, nos arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein "não provam" que o criminoso trabalhava para seu país, "mas sim o contrário", alega.
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"A obsessão pessoal de Barak o levou a se envolver em atividades, tanto públicas quanto nos bastidores, para minar o governo israelense, incluindo fomentar movimentos de protesto em massa, incitar o descontentamento e alimentar narrativas falsas na mídia", escreveu Netanyahu no X nesta sexta-feira (6).
Ele afirmou ainda que o ex-premiê ficou "preso" à sua derrota eleitoral e "tem tentado obsessivamente, durante anos, minar a democracia israelense", "trabalhando com a extrema esquerda antissionista", em tentativa de derrubar o governo eleito.

Epstein e Barak tinham uma longa e conhecida amizade. No entanto, rumores de que Epstein estava envolvido com Israel, especificamente com o Mossad, surgiram em 2018, quando os dois trocaram e-mails que mencionavam a agência de inteligência.
Na recente divulgação dos arquivos de Epstein, dois comentários anônimos reforçam essa crença.
Um deles é um e-mail de um remetente chamado Mark Iverson, que afirmou, após a morte do financista, está convencido de que Epstein, sua parceira Ghislaine Maxwell e o pai dela, Robert Maxwell, eram agentes do Mossad.
Outro e-mail citava um informante anônimo do FBI que disse ter certeza de que Epstein era um agente do Mossad, sem fornecer mais detalhes.
Quem era o pai de Ghislaine?
O oligarca de mídia, Robert Maxwell, pai de Ghislaine Maxwell, era associado a Israel e foi citado por ex-oficiais de inteligência e autores como ligado ao Mossad.
Quando morreu, em 1991, foi enterrado em Jerusalém com honras de Estado. Em seu funeral compareceu toda a elite política do Estado judeu, inclusive os então primeiro-ministro Yitzhak Shamir e presidente Chaim Herzog, além de líderes como Shimon Peres.
