O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, admitiu que os EUA agiram para provocar os protestos em massa no Irã, respondendo a uma pergunta de uma deputada durante seu relatório perante o Senado na quinta-feira (5).
"O que podemos fazer no Tesouro e o que fizemos foi criar uma escassez de dólares no país. Em discurso no Clube Econômico de Nova York em março, eu descrevi a estratégia. Isso culminou em um rápido e, eu diria, um grande desfecho em dezembro, quando um dos maiores bancos do Irã faliu. Houve uma corrida ao banco. O banco central teve que imprimir dinheiro. A moeda iraniana entrou em queda livre. A inflação explodiu e, portanto, vimos o povo iraniano nas ruas", revelou o funcionário norte-americano.
Tensões entre Washington e Teerã
- A tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou no início de janeiro, quando Trump ameaçou uma intervenção militar, alegando preocupação com os participantes dos protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, recalibrando seu argumento de volta à oposição aos programas nucleares e de mísseis de Teerã.
- Em 27 de janeiro, a retórica se transformou em ação: Trump anunciou o envio de uma "maravilhosa armada" ao Irã, após o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio, colocando assim o país persa em sua mira.
- Teerã respondeu com uma advertência clara: qualquer ação militar será considerada uma declaração de guerra, e afirmou que suas forças estão prontas para responder imediatamente. No entanto, também deixou uma porta aberta para o diálogo, condicionando-o ao "respeito mútuo".
- Na segunda-feira (2), o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi, advertiu que qualquer erro de cálculo por parte daqueles que tentarem atacar seu país desencadeará uma resposta contundente por parte da República Islâmica.