
A mancha de Epstein no Vale do Silício: confira os investimentos milionários do predador em empresas de tecnologia

O financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein investia milhões de dólares em empresas emergentes do Vale do Silício, incluindo na plataforma de câmbio de criptomoedas Coinbase, informou o New York Times nesta quinta-feira (5).

Epstein investiu US$ 3 milhões (cerca de R$ 16 milhões) na Coinbase, anos antes de que a empresa se tornasse uma das principais corretoras de criptomoedas do mundo.
O acordo foi assinado após a condenação de Epstein por solicitar prostituição de uma menor em 2008. Seus investimentos lhe renderiam lucros multimilionários, destacou o jornal, citando documentos revelados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
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Negócios lucrativos
Epstein também investiu mais de US$ 11 milhões (cerca de R$ 58 milhões) na Jawbone, uma popular startup de tecnologia que faliu em 2017. Após a liquidação, o financista ameaçou tomar medidas legais contra um dos cofundadores da empresa, Hosain Rahman, e contratou um investigador particular para expor seus segredos.
Epstein investiu US$ 40 milhões (cerca de R$ 212 milhões) em uma empresa de capital de risco, a Valar Ventures, fundada pelo ex-CEO do PayPal, Peter Thiel.
O predador criminoso considerava investir em empresas como a plataforma de streaming de música Spotify e uma empresa de software e inteligência de dados, a Palantir. Suas decisões financeiras eram auxiliadas por assessores, capitalistas de risco, profissionais de comunicação e empresários.
Em 2017, o sócio financeiro de Epstein, Paul Barrett, teve uma reunião com a Vy Capital, uma empresa de capital de risco sediada nos Emiratos Árabes Unidos. A empresa lhe ofereceu investir em uma subsidiária com acesso a US$ 50 milhões (cerca de R$ 265 milhões) em ações da SpaceX, cujos valores não são negociados no mercado aberto.
Segundo o NYT, esses investimentos foram uma das fontes de lucro de Epstein após sua condenação em 2008, com os quais ele continuou financiando um estilo de vida luxuoso. O financista acumulou ativos avaliados em US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,18 bilhões) antes de sua prisão em 2019, destaca o veículo, citando uma auditoria de suas finanças.

