O Ocidente se recusa a investigar crimes evidentes quando envolvem elites globais, como no caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em publicação no Telegram na quinta-feira (5).
"Do assassinato de Kennedy aos atentados ao Nord Stream, nada é investigado no Ocidente, assim como no caso Epstein, quando elites globais estão envolvidas. É ridículo que seus crimes ou intenções criminosas estejam agora sendo registrados em fotografias e vídeos. E, no entanto, 'nem tudo está claro'", escreveu Zakharova.
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"Inferno"
A porta-voz comentou o tema após levantar uma série de perguntas retóricas sobre o caso Epstein. "Leio os arquivos de Epstein todos os dias com um esforço incrível. É um inferno", afirmou Zakharova, ao mencionar o diário de uma menina que o magnata "engravidou de propósito para obter material experimental vivo, e ele teve a ajuda da sua companheira de sempre, Ghislaine Maxwell".
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"Por que razão a sua cúmplice [Maxwell] recebeu apenas 20 anos?", questionou.
"Por que não foi realizada uma investigação internacional, tendo em conta o tráfico internacional de crianças? O Reino Unido, a Polônia, a Lituânia e outros países declararam só agora que vão iniciar as suas próprias investigações sobre o tráfico de pessoas", prosseguiu a diplomata.
Para Zakharova, Washington foi leniente desde que o escândalo veio à tona: "Eles deveriam alertar a Interpol e a Europol. Deveriam ter dado o alarme, tendo em conta a magnitude deste inferno", afirmou, ao questionar por que "não foram iniciados processos penais contra o [então príncipe] britânico Andrew Windsor, que comprou o silêncio de sua vítima", e que foi "encontrada morta recentemente".
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