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OTAN simula guerra contra Rússia e acaba perdendo - WSJ

A simulação mostrou que membros da Aliança Atlântica não responderiam ou não conteriam um avanço russo em defesa de Kaliningrado.
OTAN simula guerra contra Rússia e acaba perdendo - WSJAP / Geert Vanden Wijngaert

Uma simulação de um conflito armado entre a OTAN e a Rússia em um dos países bálticos terminou com uma rápida vitória das forças russas, segundo resultados publicados na quinta-feira (5). 

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A simulação foi organizado pelo jornal alemão Die Welt e pela Universidade Helmut Schmidt das Forças Armadas alemãs, com a participação de 16 ex-funcionários de alto escalão da Alemanha e da OTAN, legisladores e especialistas em segurança. Segundo o cenário,  Moscou lançaria uma incursão da cidade russa de Kaliningrado para a cidade lituana de Marijampole, um importante entroncamento entre Rússia e Belarus, em outubro de 2026. 

Segundo dados divulgados pela agência americana de notícias The Wall Street Journal, a simulação previu circunstâncias em que os EUA rejeitaram a aplicação do Artigo 5º do Tratado da OTAN, que exige que todos os Estados-membros auxiliem qualquer Estado-membro sob ataque. A indecisão da Alemanha e a desmobilização da Polônia foram fatores adicionais considerados na simulação, provocando uma situação em que a brigada alemã já posicionada na Lituânia deixou de intervir diante de manobras táticas das forças russas.

O cenário implicou que a Rússia devastaria a credibilidade da aliança em questão de dias e suplantaria as defesas dos países bálticos, mobilizando uma força inicial de apenas cerca de 15 mil soldados.

A conjectura, hipótetica por natureza, reflete o imaginário europeu que informa o esforço de militarização do continente. Essa escalada se manifesta em iniciativas como a da criação do Banco de Defesa da OTAN, o rearmamento da Alemanha e a implantação de contingentes militares no cerco de Kaliningrado, enquanto lideranças arriscam prospectos de uma guerra aberta contra a Rússia antes da virada da década.

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"Somos muito gratos aos ucranianos que, todos os dias, com seu sangue e suas perdas, nos dão tempo para nos prepararmos melhor", disse o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, citado pela reportagem do WSJ.

"Estamos usando esse tempo com sabedoria porque sabemos que, se houver um acordo na Ucrânia, a Rússia acelerará sua máquina de guerra. Não podemos nos dar ao luxo de deixar a Rússia sentir que somos fracos", acrescentou.

Militarização intransigente

A Rússia afirmou repetidamente que não planeja atacar a Europa. O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que as elites governantes do continente permanecem dominadas pela histeria de que "uma guerra com os russos está prestes a acontecer".

Putin reiterou no fim de novembro que Moscou está disposta a reafirmar "por escrito" a indisposição do país em atacar a Europa. "Isso soa ridículo para nós. Nunca foi nossa intenção, mas se eles querem ouvir isso de nós, estamos prontos para colocar por escrito", declarou.

Segundo o presidente, líderes europeus tentam convencer seus cidadãos de que Moscou representa uma "ameaça" e que é preciso reforçar a defesa. "Do nosso ponto de vista, isso é um completo absurdo e uma mentira", afirmou.

Durante entrevista concedida exclusivamente à RT na quarta-feira (4), por ocasião do Dia do Diplomata, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, sublinhou que a intenção de infligir uma derrota estratégica à Rússia levou os líderes europeus a cair em sua própria armadilha. Segundo Lavrov, para essas lideranças, "a Ucrânia não pode perder e a Rússia não pode vencer, caso contrário, a Europa perderia prestígio".

"Tudo o que fazem agora é obstruir e sabotar as negociações que pareciam estar se consolidando entre a Rússia e os EUA", completou o chanceler russo.