
Brasil e Rússia concordam em aprofundar cooperação na 'exploração do espaço' após reunião

A declaração conjunta assinada nesta quinta-feira (5), no âmbito da VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, reafirma o interesse dos dois países em intensificar a cooperação no campo da exploração do espaço exterior com fins pacíficos.
A nota destaca a cooperação bem-sucedida nas áreas de "navegação via satélite, monitoramento do espaço exterior e sensoriamento remoto da Terra" e manifesta o interesse mútuo em aprofundar ainda mais a colaboração nesses setores, além de explorar novas áreas do setor espacial.

A Rússia e o Brasil possuem uma relação longeva e amigável na área espacial. O primeiro acordo nesse sentido foi firmado entre os dois países ainda em 1988, e previa "a cooperação no campo da pesquisa espacial e da utilização do espaço para fins pacíficos". Desde então, diversos outros avanços foram alcançados.
Parceria longeva
A 'Missão Centenário', que viabilizou a viagem de Marcos Pontes, primeiro brasileiro a desbravar o espaço, nasceu de um acordo entre a Agência Espacial Brasileira e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos).
A ida de um brasileiro ao espaço "tem um significado histórico muito importante para o Brasil", afirmou o presidente Lula da Silva, na época em seu primeiro mandato, citado pela imprensa local. "Este também é um sinal para o mundo de que o Brasil caminha a passos largos para exercitar plenamente sua soberania", acrescentou.

O lançamento ocorreu em 30 de março de 2006, na ocasião do centenário do voo do 14-bis, construído por Santos Dumont. Pontes e seus colegas Pavel Vinogradov e Jeffrey Williams foram lançados rumo à Estação Espacial Internacional a bordo da espaçonave de fabricação russa Soyuz TMA, a partir de uma estação espacial russa no Cazaquistão.
